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Nossa política é refém da agroexportação

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Transporte de Café de Candido Portinari, óleo sobre cartão, 1956, 13 x 34 cm. A economia brasileira sempre dependeu da exportação. No período colonial extraia-se o pau-brasil, depois vieram as plantations de cana-de-açúcar, a pecuária, o algodão e o ciclo do ouro. No século XIX-XX o café tornou-se a principal fonte da economia nacional, e nesta mesma época as primeiras indústrias são implantadas junto com a tímida expansão dos centros urbanos, especialmente no litoral. No campo político, o Brasil ficou Independente de Portugal em 1822, mas esse fato pouco alterou a situação socioeconômica da nação. Em 1888 o Brasil entra na modernidade e deixa de utilizar escravizados e no ano seguinte é proclamada a República. A República Velha, assentada sobre uma oligarquia cafeeira de São Paulo e Minas Gerais, pouco fez para mudar o quadro agroexportador e social, muito pelo contrário, contribuiu para fortalecer o poder local dos coronéis. Mas esse é apenas um dos problemas da nossa História Políti...

Educação para o Século XXI: Entre a Tradição e a Autonomia

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A educação para o século XXI, definida no relatório de Jacques Delors em seus quatro pilares — Aprender a conhecer, Aprender a fazer, Aprender a viver juntos e Aprender a ser — trouxe questionamentos sobre a chamada “Pedagogia Tradicional”. O contexto histórico da virada do milênio, marcado pela globalização e pelo otimismo, apontava para uma integração cultural sem precedentes. Entretanto, a globalização não trouxe apenas integração, mas também fragmentação de certezas. No período da Guerra Fria, o caminho profissional parecia previsível: seguir os passos dos pais, cursar faculdade e garantir estabilidade. Hoje, o cenário é outro: exige profissionais proativos, autônomos e adaptáveis às constantes mudanças do mercado de trabalho. Nesse contexto, a escola não pode ser apenas transmissora de conteúdos. Precisa incentivar a autonomia e a proatividade dos estudantes, preparando-os para um mundo instável e complexo. Essa visão dialoga com Paulo Freire , que defen...

O afroempreendedorismo como elemento transformador da população negra

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O afroempreendedorismo é um elemento transformador para a população negra promovendo renda, empoderamento e inclusão social. Embora o nome guarde semelhanças com empreendedorismo eles não são a mesma coisa. Para Shane Venkataraman (2000) empreendedorismo é um fenômeno social onde há o processo de descoberta, avaliação e exploração de oportunidades no mercado de trabalho. A palavra encarna os ideais de individualismo e competição, responsabilizando o indivíduo pelo sucesso ou fracasso e retirar a responsabilidade do Estado para com seus cidadãos. Já o afroempreendedorismo vai além do empreender, ele se caracteriza quando a oportunidade de mercado está vinculada as questões raciais da população negra, grupo social que mais sofre com as desigualdades socioeconômica. O afroempreendedor/a busca constantemente posições de destaque e chefia no mercado empresarial e de empregos, se distanciando dos trabalhos de menor remuneração, além de direcionar suas atividades para produtos identificados c...

Preconceito e renda no mercado de trabalho

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Quando observamos os dados socioeconômicos brasileiros evidenciamos dois marcadores sociais: raça e gênero. Dentro marcador raça brancos recebem mais que os negros e no marcador gênero as mulheres são as de menores renda. Em uma escala ilustrativa temos: 1º homem branco; 2º mulher branca; 3º homem negro; 4º mulher negra como apresentado no gráfico 1. Os marcadores apontam que há uma estrutura racista que Silvio Almeida (2018) chama de racismo institucional, caracterizado pela produção de desvantagens e privilégios a determinados grupos sociais em nossas instituições com base no marcador raça. Os trabalhos de baixa remuneração são destinados à população negra, o que revela o racismo no mercado de trabalho. Para compreendermos melhor o assunto Lívio Sansone (1996) produziu dois conceitos: 1) áreas moles: são os espaços que o negro/a não tem dificuldade de circulação e até são prestigiados por suas atuações: entretenimento, esporte, música e áreas afins; 2) áreas duras: onde a circulação ...

A Educação no neoliberalismo dos anos de 1990

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A década de 1990 começa com o fim da URSS, o que marca o recuo do Estado e o avanço do setor privado na promoção da educação. No Brasil as privatizações são impostas pelos organismos internacionais como forma de “adaptação” a globalização o que gera uma política educacional controlada pelos interesses do mercado global. Nesse contexto, a escola pública foi reformulada e ajustada para fornecer apenas o mínimo de instrução às classes trabalhadoras, deixando ao setor privado a educação de melhor qualidade fornecida aos filhos de classe média. Essa política gerou um aumento nas matrículas das escolas públicas e novos programas governamentais para “ajustes educacionais”: cursos de formação continuada, EADs, reformas curriculares, programas de inclusão, etc.. O objetivo político era controlar os conflitos de classe e alcançar um consenso nacional através da manutenção e reprodução da democracia liberal da globalização. Educação básica no Brasil na década de 1990: subordinação ativa e consent...

O “Índio genérico”

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O “Índio genérico” Moema, 1866 de Victor Meirelles, óleo sobre tela 129 x 190, acervo do Museu de Arte de São Paulo (MASP). Quando falamos sobre os povos indígenas quase sempre lembramos da figura do “Índio Genérico”, aquele sem etnia e que vive na floresta, pena na cabeça e adornos de madeiras pelo corpo, cabelo negro e liso cortado em “formato de tigela”, olhos levemente puxados, pele cor de cobre e que vive praticamente nu, arco e flecha na mão e saia de palha. Lembramos dele no dia 19 de abril quando a escola faz alguma atividade referente a data. Esse índio genérico povoa nosso imaginário e percorre nossa educação. Ele é fruto do eurocentrismo, que se baseia nos europeus para interpretar o mundo e a realidade, e que faz do índio aquele que nada produz, avesso ao trabalho e que não respeita a propriedade privada. Quase sempre o índio é relacionado ao atraso social e econômico, é o selvagem que precisa ser civilizado pelo homem branco. Não por acaso, quando discutimos a questão da ...

Inovação Estratégica

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Imagem do pixabay Atividade elaborada no âmbito do curso de Especialização em Administração da Universidade do Oeste Paulista (Unoeste), na disciplina de Gestão de Marketing. Os personagens e a empresa mencionados no texto são inteiramente fictícios, utilizados apenas para fins didáticos.   Inovação Estratégica   Relatório de proposta de inovação e do produto Doce cola da empresa Bebida feliz:   Embora a bebida Doce cola tenha uma boa aceitação pelo público consumidor é necessário que a empresa mantenha a marca atualizada seja com novos produtos, embalagens diferenciadas ou serviços inovadores. Como foi analisado em relatórios posteriores ( Análise do Comportamento do Consumo ) nossos consumidores são adultos de 18 a 40 anos, esportistas amadores, em especial a faixa de 18 a 25 anos frequentadores de academias, “o universo maromba”. Tal público consome nossos produtos no pós-treino para hidratação rápida e, como demostrado no relatório da segmentação de mercado ( Segmen...

Segmentação de mercado

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Imagem do pixabay Atividade elaborada no âmbito do curso de Especialização em Administração da Universidade do Oeste Paulista (Unoeste), na disciplina de Gestão de Marketing. Os personagens e a empresa mencionados no texto são inteiramente fictícios, utilizados apenas para fins didáticos.   Segmentação de mercado   Relatório da segmentação de mercado do produto Doce cola da empresa Bebida feliz:   A ampliação do mercado consumidor é um dos grandes desafios da empresa Bebida feliz , o que requer muita atenção do pessoal do marketing. A expansão do acesso ao produto em locais próximos aos consumidores garante as vendas, mas não necessariamente a expansão da marca. Para isso é imperativo uma análise aprofundada considerando as variáveis demográficas, geográficas, psicológicas e comportamentais. Em termos demográficos a Doce cola tem como público-alvo majoritário adultos entre 18 e 40 anos, sendo os indivíduos entre 18 e 25 anos os maiores consumidores o que representa u...

Análise do Comportamento do Consumo

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Imagem do pixabay Atividade elaborada no âmbito do curso de Especialização em Administração da Universidade do Oeste Paulista (Unoeste), na disciplina de Gestão de Marketing. Os personagens e a empresa mencionados no texto são inteiramente fictícios, utilizados apenas para fins didáticos.   Análise do Comportamento do Consumo   Relatório de venda do produto Doce cola da empresa Bebida feliz   A bebida Doce cola é composta por frutas, sais minerais, água entre ouros elementos energéticos e sua função no organismo é a hidratação rápida. O produto transmite a ideia de força, agilidade e juventude a quem consome e o seu público-alvo são pessoas que perdem líquido com frequência e precisam de reposição rápida, como atletas, trabalhadores que operam em ambientes quentes, doentes que necessitam de hidratação etc. A empresa tem como principal consumidores os atletas amadores com idades entre 18 anos a 40 anos, nicho de mercado que onde está concentrado a campanha de marketing....

Treinamento 4como: a apaixonados pelo seu pet

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Imagem do pixabay Atividade elaborada no âmbito do curso de Especialização em Administração da Universidade do Oeste Paulista (Unoeste), na disciplina de Empreendedorismo. Os personagens e a empresa mencionados no texto são inteiramente fictícios, utilizados apenas para fins didáticos.   Produto: Treinamento 4como: a apaixonados pelo seu pet Produtor: Carlos Eduardo   1. Identificação do problema No Brasil, a população de felinos cresceu nas últimas décadas, conforme aponta o Censo Pet IPB de 2022. O número de felinos em lares brasileiros subiu de 25,6 milhões em 2020 para 27,1 milhões em 2021, com uma estimativa de crescimento de 2,5% nos próximos anos. Essa tendência acompanha a expansão do mercado pet, que, no primeiro semestre de 2023, registrou faturamento de R$ 68,4 bilhões—um aumento de R$ 8,2 bilhões em comparação com 2022. Os dados dos portais Royal Canin e do Ministério da Agricultura e Pecuária indicam que o setor tem um faturamento sólido e boas perspectivas de...

Da Obra ao Escritório: Implantando Indicadores de RH na Construção Civil

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Atividade elaborada no âmbito do curso de Especialização em Administração da Universidade do Oeste Paulista (Unoeste), na disciplina de Gestão de Pessoas. Os personagens e a empresa mencionados no texto são inteiramente fictícios, utilizados apenas para fins didáticos. 1. Por que a formalização de processos de gestão de pessoas é essencial em pequenas e médias empresas de construção civil, segundo o estudo? A formalização é essencial para garantir consistência, rastreabilidade e efetividade na gestão de pessoas. O estudo mostrou que a informalidade era predominante nas empresas analisadas, o que comprometia a seleção de candidatos adequados, a integração eficiente e o acompanhamento do desempenho. Por exemplo, apenas 25% dos candidatos recrutados tinham o perfil desejado, e o treinamento admissional, embora universal, ocorria sem o envolvimento do gestor de obra, o que enfraquecia o processo de integração. 2. Analise as dificuldades encontradas pelas empresas ...

Implantação de Avaliação de Desempenho na NeoAgro Alimentos

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Imagem do pixabay Atividade elaborada no âmbito do curso de Especialização em Administração da Universidade do Oeste Paulista (Unoeste), na disciplina de Gestão de Pessoas. Os personagens e a empresa mencionados no texto são inteiramente fictícios, utilizados apenas para fins didáticos. Estudo de Caso: Implantação de Avaliação de Desempenho na NeoAgro Alimentos A NeoAgro Alimentos, empresa de médio porte do setor agroindustrial, enfrenta desafios significativos, como a baixa produtividade em algumas unidades operacionais e a crescente insatisfação dos colaboradores — especialmente quanto à ausência de critérios claros para promoções e reconhecimento profissional. Até então, a companhia nunca havia adotado um sistema estruturado de avaliação de desempenho, o que levava os gestores a basearem suas decisões em percepções subjetivas e informais. Tal prática gerava insegurança, sensação de injustiça e impacto negativo sobre o engajamento. Manter uma organização sem um sistema formal de av...

RH Estratégico na Indústria Carmetal

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  Imagem do pixabay Atividade elaborada no âmbito do curso de Especialização em Administração da Universidade do Oeste Paulista (Unoeste), na disciplina de Gestão de Pessoas. Os personagens e a empresa mencionados no texto são inteiramente fictícios, utilizados apenas para fins didáticos.   Estudo de Caso: RH Estratégico na Indústria Carmetal   1. Análise e Diagnóstico O processo de planejamento estratégico de RH deve seguir estas etapas importantes. Primeiramente, os gestores devem realizar o Diagnóstico Organizacional que consiste na avaliação do clima, da cultura, dos processos e da estrutura atual da empresa, o que contribui na compreensão das causas da estagnação além de identificar os pontos críticos a serem transformados. Junto com o Diagnostico Organizacional é realizado o Mapeamento de Competências para identifica as lacunas entre as competências existentes e as necessárias para os objetivos estratégicos, também cabe aos gestores Definição de Diretrizes e Objet...

Quatro Eras que Moldaram a Administração

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Imagem do pixabay A administração é a gestão de uma organização composta de indivíduos, aplicando os recursos disponíveis com a finalidade de atingir determinados objetivos. Sempre foi assim, desde o início das primeiras sociedades humanas constituídas (ODA, 2018, p. 19). O ato de administrar sempre fez parte das relações humanos, desde os primórdios quando a humanidade passou a se organizar em torno de famílias, tribos e clãs houve a necessidade de decidir a função de cada um perante o grupo. Coordenar o trabalho para obras estruturais, gerenciar os recursos naturais e dividir o trabalho é um conhecimento administrativo passado de geração a geração e embora as épocas mudem o objetivo central do ato de administrar permanece: atingir os resultados esperados com o melhor desempenho possível. Para falar um pouco do ato de administrar ao longo da história iremos fazer um recorte temporal, partiremos da era industrial da Europa do século XIX. É neste contexto que nasce as abordagens científ...