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A Janela de Johari

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A Janela de Johari Texto de Clarice Catenaci A Janela de Johari é uma ferramenta poderosa para o autoconhecimento e a melhoria da comunicação interpessoal , criada por Joseph Luft e Harrington Ingham em 1955. Ela funciona como uma espécie de "mapa" que representa as diferentes partes de nossa personalidade e como elas são percebidas por nós mesmos e pelos outros. A estrutura da Janela de Johari: A ferramenta é dividida em quatro quadrantes, cada um representando um tipo de informação sobre si mesmo: Área Aberta: Aquilo que você sabe sobre si mesmo e que os outros também sabem. Inclui suas habilidades, características, experiências e opiniões que você compartilha abertamente. Área Cega: O que os outros sabem sobre você, mas você não tem consciência. São aspectos da sua personalidade, comportamentos ou motivações que passam despercebidos por você, mas que podem ser percebidos por outras pessoas. Área Oculta: O que você sabe sobre si mesmo, mas esconde dos outros. Isso pode...

O “Índio genérico”

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O “Índio genérico” Moema, 1866 de Victor Meirelles, óleo sobre tela 129 x 190, acervo do Museu de Arte de São Paulo (MASP). Quando falamos sobre os povos indígenas quase sempre lembramos da figura do “Índio Genérico”, aquele sem etnia e que vive na floresta, pena na cabeça e adornos de madeiras pelo corpo, cabelo negro e liso cortado em “formato de tigela”, olhos levemente puxados, pele cor de cobre e que vive praticamente nu, arco e flecha na mão e saia de palha. Lembramos dele no dia 19 de abril quando a escola faz alguma atividade referente a data. Esse índio genérico povoa nosso imaginário e percorre nossa educação. Ele é fruto do eurocentrismo, que se baseia nos europeus para interpretar o mundo e a realidade, e que faz do índio aquele que nada produz, avesso ao trabalho e que não respeita a propriedade privada. Quase sempre o índio é relacionado ao atraso social e econômico, é o selvagem que precisa ser civilizado pelo homem branco. Não por acaso, quando discutimos a questão da ...

Para pensar acerca do racismo epistêmico

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  Para pensar acerca do racismo epistêmico Todo semestre, logo no primeiro dia do meu seminário, faço algumas perguntas à turma, para lhes oferecer uma noção de como o conhecimento e o poder racial se entrelaçam. Primeiro nós contamos quantas pessoas há na sala. Então, começo fazendo perguntas muito simples: O que foi a Conferência de Berlim em 1884-85? Quais países africanos foram colonizados pela Alemanha? Quantos anos durou a colonização alemã no continente africano? E concluo com perguntas mais específicas: Quem foi a Rainha Nzinga e que papel ela teve na luta contra a colonização européia? Quem escreveu Pele Negra, Máscaras Brancas? Quem foi May Ayim? Não surpreende que a maioria das/os estudantes brancas/os na sala é incapaz de responder às perguntas, enquanto estudantes negras/os respondem corretamente à maioria delas. De repente, aquelas/es usualmente silenciosas/os começam a falar, enquanto aquelas/es que sempre falam tornam-se silenciosos. Silenciosos não porque não co...