O “Índio genérico”
O “Índio genérico” Moema, 1866 de Victor Meirelles, óleo sobre tela 129 x 190, acervo do Museu de Arte de São Paulo (MASP). Quando falamos sobre os povos indígenas quase sempre lembramos da figura do “Índio Genérico”, aquele sem etnia e que vive na floresta, pena na cabeça e adornos de madeiras pelo corpo, cabelo negro e liso cortado em “formato de tigela”, olhos levemente puxados, pele cor de cobre e que vive praticamente nu, arco e flecha na mão e saia de palha. Lembramos dele no dia 19 de abril quando a escola faz alguma atividade referente a data. Esse índio genérico povoa nosso imaginário e percorre nossa educação. Ele é fruto do eurocentrismo, que se baseia nos europeus para interpretar o mundo e a realidade, e que faz do índio aquele que nada produz, avesso ao trabalho e que não respeita a propriedade privada. Quase sempre o índio é relacionado ao atraso social e econômico, é o selvagem que precisa ser civilizado pelo homem branco. Não por acaso, quando discutimos a questão da ...