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Mostrando postagens de maio, 2026

Tambor, o senhor da alegria

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Tambor, o senhor da alegria por Luiz Antônio Simas Os mais velhos dizem que um dia, cansado da solidão do poder Zambiapungo, o Ser Supremo dos cultos angolo-congoleses Foi tomado pela tristeza e cogitou desistir da criação do mundo Os inquices, seus filhos, resolveram alegrá-lo para que a criação não fosse interrompida Katendê, o Senhor da medicina da floresta, macerou as folhas e preparou um banho para refrescar Zâmbi Zaratempo criou as estações do ano O calor do verão, os dias amenos do outono, o frio do inverno e as floradas da primavera Matamba, a dona do balé espantoso dos relâmpagos, foi a próxima a tentar alegrar o Pai maior Vunji trouxe as crianças, que começaram a dar cambalhotas e subir nas árvores Angorô inventou o arco-íris depois da chuvarada Gongobira coloriu os rios com peixes coloridos Dandalunda mostrou a força das cachoeiras Mutalambô caçou um pássaro gigante com a sua destreza de flecheiro Nkosi forjou ferramentas diversas Lembarenganga preparou um cortejo de pombas...

Pauta formativa: O ser docente

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  Pauta formativa: O ser docente INTRODUÇÃO “Tem professores que se burocratizam na profissão. Outros se renovam com o tempo, se tornam pessoas mais humanas, ricas e abertas. As chances são as mesmas, os cursos feitos, os mesmos; os alunos, também são iguais. A diferença é que uma parte muda de verdade, busca novos caminhos e a outra se acomoda na mediocridade, se esconde nos ritos repetidos. Muitos professores se arrastam pelas salas de aula, enquanto outros, nas mesmas circunstâncias, encontram forças para continuar, para melhorar, para realizar-se” (MORAN). Questão 1: O que é ser docente? R)____________________________________________________ DESENVOLVIMENTO As etapas de aprendizagem docente, por José Moran A iniciação : É uma etapa de aprendizagem, de insegurança, de entusiasmo e de muito medo de fracassar. A consolidação : O educador consegue ter maior domínio de todo o processo. Crises de identidade : O professor tem a sensação de estar fora do lugar, sensação de inadequação...

A Janela de Johari

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A Janela de Johari Texto de Clarice Catenaci A Janela de Johari é uma ferramenta poderosa para o autoconhecimento e a melhoria da comunicação interpessoal , criada por Joseph Luft e Harrington Ingham em 1955. Ela funciona como uma espécie de "mapa" que representa as diferentes partes de nossa personalidade e como elas são percebidas por nós mesmos e pelos outros. A estrutura da Janela de Johari: A ferramenta é dividida em quatro quadrantes, cada um representando um tipo de informação sobre si mesmo: Área Aberta: Aquilo que você sabe sobre si mesmo e que os outros também sabem. Inclui suas habilidades, características, experiências e opiniões que você compartilha abertamente. Área Cega: O que os outros sabem sobre você, mas você não tem consciência. São aspectos da sua personalidade, comportamentos ou motivações que passam despercebidos por você, mas que podem ser percebidos por outras pessoas. Área Oculta: O que você sabe sobre si mesmo, mas esconde dos outros. Isso pode...

O “Índio genérico”

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O “Índio genérico” Moema, 1866 de Victor Meirelles, óleo sobre tela 129 x 190, acervo do Museu de Arte de São Paulo (MASP). Quando falamos sobre os povos indígenas quase sempre lembramos da figura do “Índio Genérico”, aquele sem etnia e que vive na floresta, pena na cabeça e adornos de madeiras pelo corpo, cabelo negro e liso cortado em “formato de tigela”, olhos levemente puxados, pele cor de cobre e que vive praticamente nu, arco e flecha na mão e saia de palha. Lembramos dele no dia 19 de abril quando a escola faz alguma atividade referente a data. Esse índio genérico povoa nosso imaginário e percorre nossa educação. Ele é fruto do eurocentrismo, que se baseia nos europeus para interpretar o mundo e a realidade, e que faz do índio aquele que nada produz, avesso ao trabalho e que não respeita a propriedade privada. Quase sempre o índio é relacionado ao atraso social e econômico, é o selvagem que precisa ser civilizado pelo homem branco. Não por acaso, quando discutimos a questão da ...

Para pensar acerca do racismo epistêmico

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  Para pensar acerca do racismo epistêmico Todo semestre, logo no primeiro dia do meu seminário, faço algumas perguntas à turma, para lhes oferecer uma noção de como o conhecimento e o poder racial se entrelaçam. Primeiro nós contamos quantas pessoas há na sala. Então, começo fazendo perguntas muito simples: O que foi a Conferência de Berlim em 1884-85? Quais países africanos foram colonizados pela Alemanha? Quantos anos durou a colonização alemã no continente africano? E concluo com perguntas mais específicas: Quem foi a Rainha Nzinga e que papel ela teve na luta contra a colonização européia? Quem escreveu Pele Negra, Máscaras Brancas? Quem foi May Ayim? Não surpreende que a maioria das/os estudantes brancas/os na sala é incapaz de responder às perguntas, enquanto estudantes negras/os respondem corretamente à maioria delas. De repente, aquelas/es usualmente silenciosas/os começam a falar, enquanto aquelas/es que sempre falam tornam-se silenciosos. Silenciosos não porque não co...

O que ensinamos no Ensino Fundamental em História?

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  A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é o documento que orienta o desenvolvimento curricular nas escolas brasileiras, estabelecendo os conhecimentos, habilidades e competências que os estudantes devem adquirir em cada etapa da educação básica. No caso da disciplina de História, a BNCC organiza os conteúdos de forma progressiva, permitindo que os alunos construam uma compreensão ampla da humanidade e de suas transformações ao longo do tempo. No 6º ano , os estudantes são introduzidos à História Antiga, com destaque para as civilizações clássicas de Roma e Grécia. Nesse momento, também é possível estabelecer conexões com as sociedades indígenas americanas, promovendo a valorização das diferentes etnias e a comparação de hábitos e formas de vida. Já no 7º ano , o currículo amplia o olhar para as conexões entre Europa, América e África, abordando temas que vão do final do século XV até o final do século XVIII. São discutidos aspectos políticos, sociais, econômicos e culturais, o...