Impactos do racismo no cotidiano escolar
Público-Alvo: Professores
Objetivos
- Compreender
os impactos do racismo no cotidiano escolar e suas implicações no
desenvolvimento integral dos estudantes.
- Refletir
sobre como o racismo se manifesta na infância e como essas experiências
moldam a autoestima, as relações sociais e o desempenho escolar.
- Analisar
situações concretas de racismo no ambiente escolar, identificando práticas
discriminatórias explícitas e sutis.
- Discutir
estratégias pedagógicas e institucionais que promovam uma cultura
antirracista e inclusiva.
Percurso Formativo
- Recomendações
- Sensibilização
- Contextualização
- Atividade
- Sistematização
1) Recomendações
- Seja
objetivo e colabore com a gestão do tempo, garantindo que todos os
momentos da oficina sejam aproveitados.
- Desconecte-se
dos celulares para conectar-se plenamente à experiência formativa.
- Participe
ativamente das atividades: este é um espaço seguro para discussões
produtivas e respeitosas.
- Compartilhe
saberes e vivências, lembrando-se da diversidade de ideias presente no
grupo.
2) Sensibilização
Experiência com as Bonecas
- Vídeo 1 (crianças italianas): Doll Test – Os efeitos do racismo em crianças (POR)
- Vídeo
2 (crianças angolanas): Teste social da boneca – Angola | Jusemara
António | Ukãi Meeting
Atividade de sensibilização
- Por
que crianças de países tão distantes apresentam comportamentos semelhantes
diante das bonecas?
- De
que forma o racismo impacta a infância e reverbera no ambiente escolar,
influenciando relações, aprendizagens e expectativas de futuro?
3) Contextualização
A Experiência da Boneca
foi desenvolvida por Mamie Phipps Clark (1917–1983), psicóloga que se
dedicou a melhorar a vida de crianças e famílias negras por meio do Northside
Center for Child Development, em Nova York.
Na década de 1940, Clark
comprovou, em sua pesquisa de mestrado, como a segregação racial afetava
profundamente a percepção das crianças negras sobre si mesmas e sobre o mundo.
O estudo revelou que, diante de bonecas de diferentes cores, muitas crianças atribuíam
características positivas às bonecas brancas e negativas às bonecas negras,
evidenciando os efeitos psicológicos da discriminação.
Esse trabalho foi fundamental
para embasar batalhas judiciais contra a segregação racial nas escolas
públicas, questionando a falsa ideia de que instituições “separadas, mas
iguais” poderiam garantir equidade.
Saiba mais sobre Mamie Phipps Clark em
O experimento psicológico com bonecas que venceu a segregação racial nos EUA
![]() |
| Clique para acessar o texto |
4) Atividade
Parte 1: Formação de quatro grupos conforme a tabela
apresentada no slide. Parte 2: Organização das comandas:
- Grupos 1A e 2A: Analisam notícias como docentes em sala de aula que testemunharam situações semelhantes.
- Grupos
1B e 2B: Analisam notícias como professores coordenadores diante de
situações semelhantes.
Questões norteadoras
- Você
já viveu ou presenciou situações parecidas?
- Se
essa situação ocorresse em sua escola ou em outro ambiente que frequenta,
qual seria seu posicionamento?
- Qual
seria uma atitude antirracista adequada diante do caso?
- Que
ações e práticas pedagógicas poderiam ser elaboradas e desenvolvidas na
unidade escolar para prevenir e enfrentar o racismo?
5) Sistematização
Após as atividades, cada grupo escolhe um membro para
registrar as considerações na matriz F.O.F.A. (Forças, Oportunidades,
Fraquezas e Ameaças). Esse instrumento de análise permite identificar
potencialidades e dificuldades na implementação das propostas discutidas.
Questão norteadora
- Quais
são as potencialidades e os desafios para a implementação das práticas
antirracistas propostas?
📌 Observação: O material completo pode ser acessado em PDF.
![]() |
| Clique para baixar o material |



Comentários
Postar um comentário